Museu Paulo Setúbal
Paulo Setúbal
Paulo Setúbal
SOBRE O MUSEU

O Museu Paulo Setúbal ocupa um imóvel histórico no centro de Tatuí. Construído em 1920, o prédio que abriga o museu é um dos principais pontos turísticos do município de 107 mil habitantes, conhecido como a “Cidade da Música”. Mesmo antes de se tornar um espaço cultural, o prédio da praça Manoel Guedes já servia os tatuianos. Foi inicialmente projetado para abrigar uma cadeia e, posteriormente, sediou o fórum da cidade. Passou por várias reformas, mas seu projeto inicial foi sempre mantido. Em 1962, foi instituído como Casa de Cultura Paulo Setúbal, e a criação do Museu Histórico de Tatuí se deu em 1966. Dois anos depois, a gestão do espaço cultural foi transferida para a então Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo, hoje Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Reabriu trazendo ao público uma nova exposição permanente, com recursos multimídia, que contempla alguns recortes da história de Tatuí. O subsolo é dedicado a contar as participações de tatuianos em conflitos armados e as curiosidades do acervo do Museu. No térreo, a vida e obra do escritor e jornalista Paulo Setúbal pode ser apreciada pelos visitantes. O pavimento superior mostra a formação da cidade, os movimentos populacionais, os primeiros habitantes, os colonizadores e os conflitos gerados por eles, além de registrar a presença dos tropeiros na região.

A gestão da instituição que está desde 2008 sob a responsabilidade da Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), Organização Social que administra espaços culturais em convênio com o Governo do Estado, passará a ser feita pela Prefeitura de Tatuí, de acordo com a Lei Municipal de 4.345/2010, que oficializou a municipalização da instituição.

O patrono

Advogado, jornalista, escritor e político, Paulo Setúbal nasceu em Tatuí em 1893. Ficou órfão de pai aos quatro anos e, na adolescência, foi morar com a mãe e os irmãos na capital. Formou-se advogado na Faculdade de Direito de São Paulo. Durante o curso, iniciou carreira de jornalista e, depois de formado, foi colaborador das principais publicações do país.

Em São Paulo deu início à produção literária que o levaria a ser o escritor brasileiro mais lido nos anos 20 no país. Em 1928, foi eleito deputado estadual e reeleito na eleição seguinte, mas deixou o cargo para se dedicar à literatura. Em 1934, no ápice da carreira, o escritor foi eleito membro da Academia Brasileira Letras. A bibliografia de Paulo Setúbal reúne 13 livros, entre os quais “A Marquesa de Santos”, “O Príncipe de Nassau” e “Confíteor”. O escritor morreu na capital em 1937, de complicações de suas doenças crônicas: gripe espanhola e tuberculose.